domingo, 11 de setembro de 2011

Mediunidade e e evolução



O Espiritismo tem como base a análise e compreensão das comunicações mediúnicas e o raciocínio lógico – fé raciocinada – dos ensinamentos dos espíritos. Portanto, a doutrina não se resume no estudo dos fenômenos espíritas ou do mundo espiritual. Precisamos estudar e, principalmente, vivenciar os preceitos e valores morais que servem de base da doutrina, ou seja, a proposta do Evangelho, que em sim mesmo é universal e não-sectário.





Se não vivenciarmos, no dia a dia, a mensagem cristã, e apenas ficarmos admirados com os fenômenos, agiremos como um homem sedento que encontrou um copo de cristal cheio de água, mas morreu de sede por se demorar admirando a beleza do copo.



A mediunidade, trabalhada com princípios elevados e altruístas, é como um belo cristal a refletir a Sabedoria divina. Os ensinamentos que os espíritos superiores nos transmitem é a água fresca que a humanidade tanto necessita para revigorar seu espírito sedento de Paz.

Quando falamos em tratamento espiritual, nos referimos não apenas à cura do corpo físico, mas, sobretudo, à cura da alma.


Os ensinamentos que os espíritos elevados nos transmitem têm como objetivo despertar a consciência humana para seus potenciais divinos. Os distúrbios emocionais e psíquicos, conforme nos ensinam, causam desequilíbrios energéticos que acabam desestruturando a harmonia celular, culminado, assim, nas doenças comumente diagnosticadas pelos médicos.
Portanto, devemos entender que a proposta maior do centro espírita não é a de substituir o hospital. Isso seria, até mesmo, contra a legislação brasileira. Sua missão maior é fornecer subsídios para que a criatura humana encontre condições para efetuar o seu amadurecimento e equilíbrio espiritual, o que trará, como consequência, o bem-estar e a saúde integral. Para tanto, muitas vezes se faz necessário o uso de determinados recursos, como sessões de desobsessão, passes e fluidificação da água. Jamais um dirigente espírita deverá recomendar a suspensão do acompanhamento médico.

A mediunidade é um fenômeno espiritual que ocorre com muito mais frequência do que imaginamos. Interagimos, em maior ou menor grau, com os espíritos em nosso dia a dia. Por se manifestarem em planos mais sutis, imperceptíveis para a maioria, com leis ainda desconhecidas pela ciência acadêmica, temos dificuldade em compreender suas influências.
Em potencial, todos somos médiuns, independente de nossa religião, pois a mediunidade é algo inerente ao espírito (lembre-se de que você é um espírito, apenas está temporariamente encarnado). Porém, as pessoas não possuem a mediunidade no mesmo grau. Alguns a possuem em estado bastante aflorado, de forma ostensiva; outras, a possuem apenas em estado latente e recebem do plano espiritual apenas uma vaga impressão. Costumamos chamar de médiuns aqueles que possuem esta faculdade de maneira ostensiva, portanto, poucos podem ser considerados médiuns (ostensivos).

Mediunidade não significa, necessariamente, que a pessoa que a possua seja um espírito evoluído. A grande maioria dos médiuns recebe uma preparação em seu perispírito (corpo astral) antes de reencarnar, para estarem em condições de exercer a mediunidade. Muitas vezes, é uma expiação, sendo uma valiosa oportunidade de evolução e de repararem os erros cometidos em outras encarnações através da caridade, do auxílio ao próximo. Portanto, mediunidade deve, sempre, rimar com caridade e responsabilidade!

Artigo publicado na edição 81 da Revista Cristã de Espiritismo.
Escrito por: Victor Rebelo

Crise na educação e a influência dos espíritos


Livro do espírito Vinícius (Pedro de Camargo, educador espírita), psicografado pela médium Eliane Macarini, explica a atuação das organizações das trevas nas escolas

Nunca se viu antes uma degradação tão grande do setor da Educação no Brasil: professores agredidos em sala de aula, drogas nos pátios, brigas entre gangues à saída do período letivo e depredação dos prédios das escolas.
Os políticos, independentemente da coloração partidária, sempre colocam a Educação como prioridade em suas campanhas eleitorais. Porém, passadas as eleições, o que se vê é a pauperização da categoria dos professores, a falta de reciclagem dos mestres (antigamente eles eram chamados assim) e os investimentos na área sendo desviados para outros fins.
O tema é recorrente, opiniões e soluções não faltam para o “salto de qualidade” da Educação em nosso país. Agora, contudo, um novo enfoque para o problema foi trazido à luz pelo Espiritismo e pelo trabalho da médium Eliane Macarini, juntamente ao espírito Vinícius, pseudônimo adotado pelo grande educador espírita Pedro de Camargo, orador e incentivador do desenvolvimento das escolas da Federação Espírita do Estado de São Paulo, desencarnado em 1966.
A dupla é responsável por um dos livros mais importantes da recente literatura espírita. Lançado em março deste ano pela Lúmen Editorial, a obra Comunidade Educacional das Trevas – Um alerta para pais, professores e alunos veio trazer uma nova visão a respeito do tema ao incluir a obsessão como ingrediente fundamental na análise de tanta degradação. A situação deprimente nos colégios e estabelecimentos de ensino (públicos ou particulares) é reflexo da atuação de espíritos inferiores escravizados e treinados na Comunidade Educacional das Trevas, região especializada em criar perturbações na área escolar, visando, sobretudo, desvirtuar jovens ainda sem a devida força interior para rechaçar o mal. Esses jovens, presas fáceis para obsessões, começam a mudar o comportamento insuflados por ideias planejadas na Comunidade, cujas estratégias inferiores de ação são comandadas por espíritos inteligentes e preparados, só que voltados para o mal, como é o caso de Tibério, um dos líderes da Comunidade Educacional das Trevas.
“Vinícius é um espírito preocupado com a educação e o desenvolvimento espiritual de nossos jovens”, confirma a médium Eliane Macarini, que reside na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo. “E além disso – completa – é também um especialista em estudos da obsessão”. E é verdade: os outros três livros de Vinícius (Pedro de Camargo) abordam justamente casos difíceis de intrincadas obsessões. São eles: Obsessão e Perdão, Resgate na Cidade das Sombras e Aldeia da Escuridão, todos abordando a difícil transição de um espírito das trevas à luz.
Quanto ao tema da Educação, será que tudo está perdido? Nossos filhos e netos estarão irremediavelmente perdidos nas garras das gangues escolares influenciadas por espíritos inferiores? “Não, tudo já está mudando”, afirma Eliane Macarini. “Vinícius nos mostra em seu livro que uma plêiade de espíritos abnegados trabalha incansavelmente para neutralizar as forças do mal. Falanges de luz preparam-se para reencarnar na área da Educação e trazer de volta para as escolas os valores essenciais à evolução do ser humano”, conforta a médium.
Nós, aqui no plano físico, temos que fazer a nossa parte. Já faríamos muito se efetivamente transformássemos a Educação em prioridade: investimentos, salários dignos, reciclagem, conhecimento compartilhado e todas as crianças dentro das escolas. Afinal, só se neutraliza o mal fazendo o bem, essa é a melhor política.
O livro Comunidade Educacional das Trevas – Um alerta para pais, professores e alunos tem 312 páginas e pode ser adquirido aqui no site.

 Trecho de artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, 87.
 Escrito por Celso Maielari 

Livro: Gestação da Terra (Robson Pinheiro)

SINOPSE: Da criação aos dias atuais: uma visão espiritual da história humana. Retrospectiva que procura mostrar a ação dos espíritos nos eventos planetários e a coordenação espiritual sobre todos os episódios que marcam a trajetória do planeta Terra. Em forma de ensaios que se interligam cronologicamente, Alex Zarthú explora temas como a formação do orbe e a iniciação dos povos antigos; Atlântida, Lemúria, Israel. Jesus, o grande administrador dos destinos terrenos; o mundo medieval e a Igreja; o mundo moderno, Hitler e Gandhi, entre muitos outros assuntos. Texto psicografado enriquecido com apontamentos históricos. 

http://www.4shared.com/document/gk9G_gvU/Gestao_da_Terra_-_Robson_Pinhe.htm

Livro: Sabedoria de Preto Velho (Robson Pinheiro)



SINOPSE:

Sabedoria de preto velho é um testemunho de fé na vida.
Composto por mensagens e reflexões, este livro é escrito no linguajar simples do ancião negro, que partilha a sabedoria adquirida no cativeiro. Pai João conversa a respeito de alegria, corageme jovialidade, perdão e trabalho.
Discurso leve de otimismo escancarado, mensagem de esperança de quem acredita no poder do homem de conquistar-se a si mesmo.
Palavra amiga, conversa simples do negro que vê a liberdade por trás das correntes que prendem o homem aos desafios da vida terrena.
Texto enriquecido com cânticos dos escravos, comentados pelo médium Robson Pinheiro, que elucida seu significado espiritual e os ilustra com casos vividos durante os 30 anos de convivência com o espírito amigo.

http://www.4shared.com/document/gas6Ag2K/ROBSON_PINHEIRO_-_SABEDORIA_DE.htm

Livro: Aruanda (Robson Pinheiro)


SINOPSE:

Da colônia espiritual que habita, o autor parte numa caravana em direção à Crosta. Na companhia de pretos-velhos, caboclos e guardiões, explora os assuntos controvertidos, geralmente envoltos em tabus e preconceitos, tais como a magia negra, seus mecanismos de ação e suas conseqüências; os elementais, espíritos da natureza de que fala Kardec, e sua atuação nas reuniões mediúnicas. A visita a um laboratório das trevas, a obsessão complexa, com aparelhos parasitas e campos de força, bem como o feitiço que o autor-aprendiz relata, são casos abordados em reuniões espíritas que empregam técnicas de apometria. Uma narrativa instigante e envolvente, um romance que transgride o perímetro reduzido dos temas vistos em muitos dos textos mediúnicos atuais. Venha descobrir os segredos de "Aruanda".

http://www.4shared.com/document/hDytU2DR/Aruanda_-_Robson_Pinheiro.htm

Livro: Apocalipse (Robson Pinheiro)


O livro profético como você nunca viu. O significado das profecias contidas no livro mais temido e incompreendido da Bíblia, analisado de acordo com a ótica otimista que as lentes da doutrina espírita proporcionam. O espírito Estêvão desconstrói as imagens atemorizantes das metáforas bíblicas e as decodifica, identificando ao longo da história e na atualidade os eventos anunciados por João Evangelista e outros profetas, do Antigo Testamento. A derrocada do Império Romano, as Cruzadas medievais, a Reforma protestante e a Segunda Guerra Mundial foram previstos nas visões de João, se soubermos interpretá-las corretamente



http://www.4shared.com/document/8trp70So/APOCALIPSE-Robson_Pinheiro-sem.htm

Livro: Senhores da Escuridão (Robson Pinheiro)


Das profundezas extrafísicas do oceano, surge todo um sistema de vida que se opõe às obras da civilização e à política divina anunciada pelo Cordeiro. Cientistas das sombras desenvolvem verdadeiros criadouros de espíritos ovóides, que implantam em clones ou cascões astrais para intensificar o domínio sobre as consciências. Seu alvo? Aqueles que se expõem frente às multidões: governantes, políticos e líderes religiosos. Sua ambição? Promover o caos social e ecológico para, em meio às guerras e àpoluição, criar condições de os senhores da escuridão emergirem da subcrosta e conduzirem o destino das nações. Os guardiões têm de impedi-los, mas não sem antes investigar detalhadamente a estratégia das trevas. Mensagens hipnóticas incentivam a liberação ilimitada dos desejos, implantes de vibriões desestruturam emoções, cascões forjam dublês de mentores e luminares da espiritualidade para enganar médiuns e sensitivos. Qual será a sua contribuição neste grave momento planetário?    

LIvro: Legião (Robson Pinheiro)

Sombra e luz, escuridão e claridade. A maioria das pessoas quer ser apenas luz. Recusam-se a identificar a sombra que faz parte delas. Religiosos de um modo geral falam de um lado sombrio, diabólico, umbralino, como se esse lado escuro fosse algo externo, ruim, execrável. Até quando negar a realidade íntima? até quando adiar o conhecimento interno? Inúmeras tentativas foram realizadas para conscientizar o homem terreno de que as chamadas trevas exteriores são apenas o reflexo do que existe dentro dele.



http://www.4shared.com/document/mXhdSYTQ/Legio_-_Robson_Pinheiro.htm

Desobsessão no centro de Umbanda


Disponibilizamos um trecho do livro Os Dragões, que mostra um trabalho de desobsessão realizado pelos espiritos que se apresentam na falange do Sr. Exu Marabô.

Sem se opor à minha presença, partimos em direção às furnas do mal. Clarisse, eu, Cornelius e mais um grupo de defesa do Hospital Esperança.
Chegando ao local, presenciei algo inusitado. O ciclope da mitologia grega não era pura imaginação. Indaguei de chofre:
— Quem são os ciclopes, Clarisse?
— Espíritos rudes a serviço do mal. Estamos na região subcrostal chamada Pântano das Escórias, subúrbio enfermiço do Vale do Poder. Aqui são feitos prisioneiros os servidores da maldade organizada que não obtiveram êxito em seus planos nefandos. Castigos e sevícias de todo o porte são levados a efeito nestas plagas.
— Por que viemos aqui?
— Venha! Vamos encontrar nossa equipe.
Logo adiante estava Eurípedes com uma equipe de vinte a trinta defensores. Tinha o braço ferido. Quem imagina os espíritos isentos dessa contingência, não concebe com exatidão os mecanismos fisiológicos e anatômicos do corpo espiritual, sujeito, nas proximidades vibratórias da Terra, às mesmas injunções de saúde e doença, dor e prazer. Um corte de dez centímetros na altura do ombro do benfeitor era cuidado com carinho por uma diligente enfermeira da equipe. A diferença ficava por conta do domínio mental. Enquanto era tratado, conversava atentamente com os presentes sem demonstrar uma nesga de sofrimento. Os ciclopes o feriram com seus chicotes impiedosos. Tive ensejo, ali mesmo, de manifestar meu carinho ao amigo querido. Embora minha surpresa, o tempo e a experiência foram me mostrando que tudo era possível ocorrer em tais tarefas socorristas. Incêndios, tiroteios, ciladas, guerras armadas e outras tantas manifestações de violência já conhecidas da humanidade. Não cheguei a ver os ciclopes naquela ocasião, mas só a onda de crueldade deixada no ambiente já me apavorava. Clarisse não regateava esclarecimentos a mim.
— Estamos no inferno de Dante, dona Modesta.
— Parece-me ser até pior do que ele descreveu.
— Sem dúvida.
— O que faremos agora?
— A tarefa por aqui já está cumprida. As entidades que necessitavam de socorro já foram levadas para onde prosseguirá o trabalho.
— Eram almas arrependidas?
— Não. Eram escravos da perversidade. Servidores inconscientes das sombras. Foram necessárias mais de quatro horas de intensas iniciativas para alcançar resultados no amparo. Ainda assim, veja o estado de nossos companheiros. Eurípedes ferido, os defensores exaustos e tudo isso apenas para que seis entidades pudessem ter acesso à manifestação mediúnica.
— Vão se comunicar a essa hora da noite? Que centro abriria suas portas? – expressei sabendo que já passava da meia-noite no relógio terreno.
— Os verdadeiros servidores cristãos só se utilizam do relógio com intuito disciplinar. Não condicionam o ato de servir aos ponteiros limitantes do tempo. Visitaremos o Centro Umbandista Pai Guiné, nos arredores de Uberaba.
— O pai-de-santo Ovídio?
— Ele mesmo.
Tive de confessar, em um primeiro momento, meu preconceito. Guardava respeito pelas demais religiões, entretanto, nunca havia refletido sobre quem seriam e onde estariam as cartas vivas do Cristo. Por uma tendência natural asilei o despeito. Ainda bem que foi algo muito passageiro em meu coração, porque as experiências fora e dentro da vida corporal, cada dia mais, apresentavam-me uma realidade distante das ilusões que adulamos sob o fascínio impiedoso do orgulho na sociedade terrena dos mortais.
Após as despedidas, a equipe de Eurípedes regressou ao hospital. O pedido de socorro foi uma medida preventiva. Apesar dos feridos e exaustos, todos guardavam o clima da paz.
Por nossa vez, partimos para o Centro Pai Guiné. Era um ambiente agradável em ambos os planos. Ao som dos atabaques, eram cantados os pontos em ritmo vibratório de alta intensidade. Cada canto era como uma verdadeira queima de fogos de artifício. Uma bomba energética explodia no ar em multicores.
Em uma das várias dependências astrais da casa havia uma enfermaria com oitenta leitos bem alinhados. Tudo nesse salão era limpeza e calmaria. Lá não se ouviam mais os cantos, e a conexão com o plano físico limitava-se ao trânsito de enfermeiros pelos vários portais interdimensionais. Regressamos ao ponto de intersecção vibratória com o plano físico.
Seis macas estavam dispostas no canzuá (terreiro). Em cada qual havia uma entidade de aspecto horripilante. Olhos que quase saíam das órbitas oculares, pele murcha, enrugada e suja, garras enormes no lugar das unhas, com dez centímetros, nas mãos e nos pés, todas retorcidas como as de águia. Magérrimos e nus. Causavam náuseas pelo odor. Olhavam para nós deixando claro que nos viam e, literalmente, grunhiam como porcos com a boca semiaberta. Alguns deles estavam muitos inquietos nas macas. Retorciam-se como se estivessem com dor, sem manifestar nenhum som. Vários hematomas estavam expostos em todos eles, devido aos castigos impostos nos paredões de penitência.
— As garras são colocadas para impedir a fuga. Não andam nem têm grande habilidade manual – informou Clarisse, com manifesto sentimento de piedade.
— Como serão socorridos?
— Pela incorporação profunda ou vampirismo assistido.
— Nos médiuns umbandistas?
Mal terminei a pergunta e vi uma cena nada convencional. Um dos enfermeiros da casa pegou uma das entidades no colo e jogou-a no corpo do médium.
Demonstrando câimbras na panturrilha, o médium, incontinenti, absorveu mental e fisicamente o comunicante que se ajeitou no corpo do medianeiro como se deitasse em um colchão, buscando a melhor posição. Os atabaques aceleraram o ritmo, criando um frenesi de energia no ambiente. Formavam-se pequenos redemoinhos de cor violeta e prata, que se desfaziam e refaziam em vários cantos do terreiro. Modulavam conforme a nota musical dos hinos cantados.
O médium estrebuchou no chão. Convulsões e grunhidos seguidos de gritos de dor. Ovídio, o pai-de-santo aproximou-se e disse:
— Oxalá proteja seus caminhos, filho de Zambi (Deus).
— Eu sou filho do capeta. Quem és tu para falar comigo? – redarguiu a entidade, que agora falava com facilidade por intermédio do médium.
— Sou um tarefeiro da luz.
— Eu sou uma escória da sombra.
— Engano, criatura!
— Não vê minhas garras? Sabe o que isso?
— Conheço essa técnica. São ferrolhos do mal.
— Vejo que estais acostumados ao mal.
— Vim desses vales da sombra e da morte – falava Ovídio com firmeza na voz.
— Mas andas e és livre. Estais no corpo, enquanto eu... Eu sou um verme roedor... Ou quem sabe uma águia que não voa... Nem sequer consigo andar graças a essa maldição que colocaram em meus pés... Nem comer mais... Veja minhas mãos... Eu tenho fome e sede.
— Em que te posso ser útil irmão? – indagou Ovídio debaixo de uma forte vibração.
— Quero bebida e comida. Quero que cortem minhas garras.
— Laroyê! Laroyê1 – gritou Ovídio já incorporado por um de seus guias que entoava o canto: “Eu sou Marabô2, rei da mandinga. Eu sou Marabô, exu de nosso Senhô. Laroyê!”
Uma energia colossal movimentou-se com a chegada do Exu Marabô. Os filhos-de-santo o saudavam com palmas rítmicas e pontos próprios da entidade. Muitos deles iam até Marabô, baixavam a cabeça em sinal de reverência à sua frente e batiam três palmas rítmicas na altura do abdômen do médium.
— Que tu quer, homem esfarrapado. Bebida pra mode se arrebentá mais?
— Não, senhor Marabô. Não é isso não.
— Não mente pra Marabô. Marabô sabe ler os ói (olhos). Nos ói tá a visão, mas tá também a verdade e a mentira.
— Eu não minto, senhor. Quero liberdade.
— Pra fazer o que dá na cabeça? Home tu preso é um perigo, livre é um desastre.
— O que o senhor vai fazer por mim? Não pedi a ninguém pra sair daquela joça de lugar fedorento. Por que me trouxe aqui?
— Não fui eu quem trouxe home. O véio Bezerra da luz é teu protetor. Sirvo a ele na graça de Oxalá, Pai de poder e misericórdia.
— Que queres comigo?
— Está feliz na matéria do cavalo (médium)?
— Sei que não é minha. Quero uma só pra mim.
— Esta gostando do contato?
— Só fartó bebida e comida.
— Olha suas garras.
— Não pode ser! O que aconteceu?
– O cavalo (médium) ta dissolvendo suas algemas.
– Pra sempre?
– Pra sempre!
– Quanto vai me custar?
– Nada. É serviço de Pai Oxalá. É de graça. Pedido do veio Bezerra de Menezes. Se voltar pro inferno, elas crescem de novo. Se subir com Bezerra da luz, vai ser cuidado no hospital da sabedoria, onde reina os filhos de Gandhi.
– Filhos de Gandhi? Por que se interessaria por escórias como nós. Veja lá nas macas os amigos estropiados – e apontou para a sala ao lado.
– Nada retira do ser humano a condição de Filho do Altíssimo...

Quem são os Exus?


Ao contrário do que se pensa, os exus não são os diabos e espíritos malignos ou imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos endurecidos ou obsessores que um grande numero de espíritas crêem. Os "diabos" ou demônios são seres mitológicos, já "desvendados" pela doutrina espírita, portanto, não existem.

Espíritos trevosos ou obsessores são espíritos que se encontram desajustados perante à Lei.
Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na pratica do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio.

Aguardam, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível(voluntária ou involuntariamente).

São conhecidos, pelos umbandistas, kimbandistas, etc., como kiumbas ou quiumbas. *
*Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas.

Este baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os kiumbas se comprazem nisso, *já que sentem-se mais fortalecidos.

O baixo astral, mesmo num imenso caos, tem diversas organizações, fortemente esquematizadas e hierarquizadas. *Planos bem elaborados, mentes prodigiosas,táticas de guerrilhas, precisões cirúrgicas, exércitos bem aparelhados e treinados, compõe o quadro destas organizações.

Muito delas, agem na plena certeza de cumprirem os desígnios da Lei Divina, onde confundem a Lei da Ação e Reação com o "olho por olho, dente por dente". Vingam-se pensando que fazem a coisa certa.


Algumas agem no mal, mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas enquanto a vingança não se consumar, não haverá trégua para os seus "inimigos".
Acham que não plantam o mal, nem que a Reação se voltará mais cedo ou mais tarde.

Cada mal praticado por um espírito, o leva a cada vez mais para "baixo".
As quedas são freqüentes e provocam mais e mais revoltas.

Alguns espíritos caem tanto que perdem a consciência humana, transformando-se (ou plasmando) os seus corpos astrais (perispíritos) em verdadeiras feras, animais, bestas e assim são usados por outros espíritos como tais. Alguns transformam-se em lobos, cães, cobras, lagartos, aves, etc.

Outros espíritos chegam ao cúmulo da queda que perdem as características humanas, transformando os seus perispíritos em ovóides. Esta queda, provoca além da perda de energias, a perda da consciência.

Ficam também subjugados por outros espíritos.

Apesar de todo este quadro, pouco esperançoso, das trevas. Mesmo sabendo que no nosso orbe o mal prevalece sobre o bem, há também o lado da Luz, da Lei, do Bem. E este lado é tão e mais organizado que as organizações das trevas.

Existem, também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas com um único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos "caídos".

Vemos colônias espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz nos Umbrais, caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc.,  afeitos e afinizados aos trabalhos dos centros espiritas.

Vemos também, outros trabalhadores espirituais, ligados aos cultos afros. Seja na Umbanda, Candomblé, Kimbanda, etc.

Especificamente, na Umbanda, vemos através das Sete Linhas, vários Orixás hierarquizados. Existem vários níveis na hierarquia dos Orixás. Começando pelos mais altos espíritos, que estão próximos do Criador, até os Orixás Menores ou Planetários (aqueles que são ligados e responsáveis por cada orbe, pela sua evolução).

Temos como exemplo de Orixá Menor, o próprio Mestre Jesus, que está na linha de Oxalá e é considerado Oxalá, mas como Orixá Menor.

Mesmo sendo Orixás Menores, este espíritos são de alta escol.

Abaixo destes Orixás, estão os chefes de legiões e suas hierarquias, Estes espíritos "chefes" usam as três roupagens básicas : Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças.

Apenas na linha de Yorimá ou Obaluaie manifestam os pretos-velhos.

Na linha de Yori ou Ibeji as crianças.

Nas demais linhas (Oxalá, Oxossi, Ogum, Xangô e Yemanjá) manifestam-se os Caboclos.

Outras entidades tais como : baianos, boiadeiros, marinheiros, ondinas, sereias, iaras, etc., são espíritos que compõe as sub-linhas afeitas e subordinadas à sete linhas e aos chefes de legiões.

Alguns caboclos, crianças ou pretos-velhos, às vezes, usam algumas destas roupagens para determinados trabalhos ou missões.

Como em nosso Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e manifestam-se como pares : positivo-negativo, ativo-passivo, masculino-feminino, etc.

A Umbanda que é paralela ativa, tem como par passivo a Kimbanda (não confundir com a kiumbanda, que é a manifestação das trevas).

A Kimbanda, que é a força paralela passiva da Umbanda, força equilibradora da Umbanda. A Kimbanda - São os Sete Planos Opostos da Lei, é o conjunto oposto da Lei. Quando falo em "oposto" à Lei, não quero dizer aquilo que está em desacordo à Lei, mas a maneira oposta de como a Lei é aplicada. Na Kimbanda que os Exus se manifestam, a Kimbanda, portanto é o "reino" dos Exus.

Os Exus são os "mensageiros" dos Orixás aqui na Terra. Através deles, os Orixás podem manifestarem-se nas trevas. Então, para cada chefe de falange, sub-chefe, etc., na Umbanda, temos uma entidade correspondente (ou par) na Kimbanda.

Os exus, são considerados como "policiais", que agem pela Lei, no sub-mundo do "crime" organizado. As "equipes" de Exus sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela. Passam, a maior parte do tempo nela, mas, não fazem parte dela. Devido a esta característica, os Exus, são
confundidos com os kiumbas. Videntes os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que
eles são de lá.

Fonte: Livros do escritor e médium W.W. da Matta e Silva

Os animais no plano espiritual


Entrevista exclusiva com Dr. Marcel Benedeti, sobre o destino espiritual dos animais

Este foi o título escolhido pelo autor e veterinário Marcel Benedeti para o livro que relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento como forma de evolução desses seres, a existência de colônias que cuidam dos animais no plano espiritual e outras questões importantes.

A obra foi uma das premiadas no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz. Esse foi o primeiro livro do autor que se especializou em homeopatia para animais e conheceu a doutrina espírita na época em que cursava a faculdade, apesar de sua mediunidade ter se manifestado muito antes desse período. Marcel relata que quando trabalhava em uma livraria e se preparava para prestar vestibular, em um dia de pouco movimento, foi para a parte de baixo da loja estudar e notou que estava sendo observado por um senhor. Resolveu perguntar se o senhor desejava alguma coisa e ele lhe respondeu que só estava achando interessante ele estudar, então explicou que queria passar no vestibular de veterinária e o velhinho disse que não se preocupasse porque passaria. Previu também outros fatos que aconteceriam.

Em seguida se despediu dizendo que se veriam depois. Após alguns instantes comentou com seu colega de trabalho que tinha achado aquele homem esquisito por fazer previsões do futuro. O colega disse que não havia entrado ninguém na livraria, foi então que se deu conta de que se tratava de um espírito. Este mais tarde é que lhe ditaria o livro.
O tema da obra fez tanto sucesso que se transformou também em programa de rádio. Nossos irmãos animais vai ao ar toda quarta-feira, às 13h na Rede Boa Nova. Com apresentação de Ana Gaspar, Maria Tereza Soberanski e Marnel Benedeti.

Como o livro foi escrito?

Escrevi o livro em menos de um mês, durante os intervalos das consultas, mas o espírito que ditou não quis se identificar. As cenas foram surgindo em uma tela mental e ao mesmo tempo um espírito narrava os episódios. Outras vezes, não havia imagem, apenas a narrativa; nesses momentos se tornava mais difícil. Apesar de achar o livro maravilhoso, não acreditava que alguma editora pudesse se interessar pelo assunto. Mas certo dia estava ouvindo a rádio Boa Nova quando anunciaram o concurso literário espírita. Resolvi participar e acabei ganhando o concurso 2003-2004 e editando o livro pela editora Mundo Maior.

O que o livro acrescentar para os veterinários e pessoas que possuem animais?

Se as pessoas não tiverem a visão espiritual em relação aos animais, que eles tem espírito e sentimentos vão continuar tratando esses seres como objetos, como era há pouco tempo atrás. Essa onda de conscientização é recente.
Entramos na questão também de comer carne; cada um tem que perceber o que está fazendo. Eu mesmo comia carne e parei para pensar porque comia, se meu corpo recusava, me fazia mal... Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.

Sendo veterinário e espírita, como analisa a questão da eutanásia?

O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos.

Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo.

Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão.

Os animais reencarnam?

Há um capítulo no livro que explica como ocorre a reencarnação dos animais. Este descreve que cada espécie de animal leva um tempo para reencarnar, mas por possuírem o livre-arbítrio ainda muito restrito, uma comissão avalia as fichas dos animais e estabelece o ambiente que deverão nascer e a espécie.

Como o conhecimento espiritual pode ajudar o veterinário no trato com os animais?

O veterinário, em geral, por natureza, mesmo não sabendo já é espiritualizado, pelo fato de gostar de animais e querer salvar a vida deles. Quando o veterinário adquire consciência de que o animal não é um objeto e sim um ser espiritual, que possui inteligência e sentimento, muda o seu ponto de visa, passa a enxergar os fatos de uma forma mais ampla. Com certeza se mais veterinários tivessem um conhecimento espiritual, o tratamento em relação aos animais seria melhor.

Como é aplicada a homeopatia para animais?

No Brasil, a homeopatia ainda é pouco aplicada nos animais porque muitos acham que não funciona. Só utilizo a homeopatia quando o dono do animal permite e, em casos mais graves, a homeopatia entra como terapia complementar, porque demora um pouco mais para trazer resultado e alguns casos são urgentes.

O uso da homeopatia é igual tanto para pessoas quanto para animais. A única diferença é que o animal não fala, então o dono precisa ser um bom observador para relatar a personalidade do animal para o veterinário, e muitas vezes, não possui as informações necessárias para um diagnóstico mais preciso. Pergunto, por exemplo, se o animal gosta de quente ou frio, do verão ou do inverno, a posição em que dorme, entre outras perguntas do gênero.

Tive o caso, de um gato com câncer e que em decorrência da doença estava com o rosto deformado. Como tratamento ele melhorou 70%. Só não foi melhor porque esse gato saia e demorava a voltar e com isso interrompia o tratamento. Cuidei também de um cachorro com problema de comportamento muito; agressivo. O animal, depois de 10 dias, parecia outro, muito mais calmo. Utilizo também florais para animais em casos emocionais. Se nós equilibramos emocional, o organismo ganha condições combater as bactérias.

E os próximos livros?

Já tenho na editora outro livro em análise que tem o título: Todos os animais são nossos irmãos. E já estou escrevendo o terceiro. Pelas informações que recebi do plano espiritual, serão seis livros.


Entrevista publicada na Revista Cristã de Espiritismo, ed. 29, em 2004.
Escrito por: Érika Silveira  
Dr. Marcel Benedeti desencarnou em fevereiro de 2010.

O perispírito e o mundo espiritual


O espírito, em si, não tem forma definida e transcende a matéria. É como que uma centelha divina, um “clarão”. A origem de todos os espíritos está na Causa Primária de tudo, no Absoluto, em Deus. Para que o espírito possa se manifestar nos planos materiais, desde os mais sutis até os mais densos, como é o nosso caso, ele precisa de “corpos”. Para poder se expressar neste nível físico denso, precisa do corpo carnal. Mas entre o espírito, que não tem forma definida, e o corpo físico, existem outros corpos que são intermediários, pois a natureza não dá saltos, tudo é gradativo.
O perispírito é um corpo sutil, que toma a forma humana e pode se apresentar em variados graus de densidade energética. É invisível aos olhos do corpo, mas artavés da clarividência podemos “vê-lo”. As energias que partem das camadas mais profundas do Ser até o corpo físico (e vice-versa) passam pelo perispírito.
Quando vemos um espírito, seja em sonhos ou em estado de vigília, é o perispírito dele que enxergamos.
Hoje, seu corpo mais denso de expressão é o corpo físico. Quando você desencarnar, será através do perispírito que você se manifestará, pois ele não desaparece com a morte do corpo carnal.
Vejamos o que diz O Livro dos Espíritos, obra básica para entendermos a codificação espírita:
“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal e os seres imateriais o mundo invisível ou espírita, quer dizer, dos espíritos.
O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente de tudo.
O mundo corporal não é senão secundário; poderia cessar de existir, ou não ter jamais existido, sem alterar a essência do mundo espírita.
Os espíritos revestem, temporariamente, um envoltório material perecível, cuja destruição, pela morte, os torna livres.
Entre as diferentes espécies de seres corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos espíritos que atingiram um certo grau de desenvolvimento, o que lhe dá a superioridade moral e Intelectual sobre os outros.
A alma é um espírito encarnado, do qual o corpo não é senão um envoltório.
Há no homem três coisas: 1º – O corpo ou ser material análogo aos dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2º – A alma ou ser imaterial, espírito encarnado no corpo; 3º – O laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o espírito.”
Não tenha medo dos espíritos. Você é um espírito. Está encarnado neste corpo e esqueceu que a vida é eterna!
Amigos de outras existências estão te esperando no plano espiritual. Outros encarnaram com você. Não existe castigo eterno, pois Deus é a infinita Bondade.

Artigo publicado na Revista Cristã do Espiritismo
Escrito por: Victor Rebelo 
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