segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Além da Matéria: Magos Negros (Robson Pinheiro) Completo

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

Nova era é aqui - O filme:


O papel do Exu na Umbanda


Muitos são os que gostam de colocar dentro de centros ou terreiros de Umbanda aquilo que suas mentes acham a respeito da figura de Exu! E muitos são os que externam em suas manifestações mediúnicas aquilo que carregam dentro de si, atravessando na maioria das vezes a vontade do espírito que se manifesta no intuito de fazer crer que realmente esta incorporado.

Tais práticas nos mostram diariamente em algumas manifestações "aberrações" não permitindo que a figura do guardião se manifeste realmente como ele é. Com o espetáculo de exagero que vemos em alguns médiuns a imagem da Umbanda cada vez mais se torna ofuscada perante aqueles que ainda não a conhecem em sua essência sagrada dando aberturas assim às diversas criticas que encontramos referenciando nossa imagem a demônios, bruxos, obsessores fazendo por responsabilidade de determinados médiuns desconhecida a real finalidade de nosso trabalho nos centros. Exu de lei como assim tomo a liberdade para designar nossa classe de servidores, atuam não somente dentro de centros de Umbanda, mas também nas casas tidas como Kardecistas, repartições publicas, ruas, bairros, cidades, estados e em toda a parte que energeticamente se necessite manter a ordem e o equilíbrio.

Em um centro agimos como guardas que zelam pelo equilíbrio energético do mesmo, de seus médiuns e freqüentadores, impedindo espíritos desequilibrados de adentrarem o mesmo e criarem a desordem. Também atuamos na organização das caravanas que seguem nestas casas de espíritos em tratamento, tanto no horário de atendimento dos encarnados como quando as mesmas se encontram fechadas somente aos olhos humanos. Nas ruas temos grupos divididos em responsabilidade orientadas por um Guardião Maioral que comanda toda uma região e em cada posto aquele que assume de acordo com o seu grau de responsabilidade e preparo a guarda energética do mesmo.

Ainda nos dividimos em grupos de resgates de espíritos e desequilíbrios diversos que se encontram não somente no plano de ação humano, mas também em campos de baixa vibração. Compomos a guarda do astral e não nos vendemos ou impressionamos com bebidas, charutos e demais elementos que tem sua função concentradora de energia para determinados fins, vale lembrar que manuseamos estas mesmas energias no plano astral com ou sem o elemento e também muitas vezes os mesmos são utilizados para "aqueles" que precisam ver para crer.

Nossa guarda se estende para hospitais, escolas, prisões e também aonde se usa a batina e a hóstia como culto ao Rabi da Galiléia. Muitos nos ignoram, julgam e outros até evitam falar de nós, mas o que todos se esquecem é que sem guarda fica difícil manter o equilíbrio em certas situações. É preciso conhecer para se respeitar! É preciso abrir a mente e os olhos do espírito para ver o que esta acontecendo a sua volta, não estamos em um parque de diversões, estamos em um planeta em fase de evolução constante e competido por forças tanto da luz, quanto das trevas. O preconceito e a falta de informação são um câncer que nos devora gradativamente, é preciso refletir e acima de tudo abrir sua mente.

Aos médiuns invigilantes, cada um a seu tempo colhe o que plantou. Aos desinformados a oportunidade é vindoura! Assim caminha a humanidade rumo a luz, e nós guardamos sempre este caminhar!

Saudando as forças de todos! Saudando o Criador e todos os seus emissários do bem!

Na guarda da luz!

Mironga de Preto-Velho


O QUE É MIRONGA??

Mironga é como chamamos a “magia” de preto-velho, a mandinga dos espíritos que se apresentam como negros idosos e sábios para ajudar os filhos que os procuram.
Aqui vão algumas mirongas que essa nega véia tem a ensinar para resolver as dificuldades do coração, muito comum nos queixumes e pedidos de auxílio dos filhos da Terra.
Leia tudo com muita atenção e principalmente, aplique isso no seu dia-dia.

1 – Aprenda a viver sozinho. Caso vc não consiga nem viver consigo mesmo, como poderá levar felicidade e alegria para outra pessoa? Primeiro relacione-se com seu eu interior. Depois busque alguém.
2 – Assuma a responsabilidade pelo seu relacionamento. Não é magia, inveja, ciúmes de terceiros, etc, que irá separar aquilo que o amor uniu.
3 – É claro que também nenhuma simpatia, reza ou trabalho irá unir ou “amarrar” aquilo que a falta de carinho desuniu.
4 – Simplificando: quem procura as coisas ocultas para resolver problemas sentimentais é imaturo. Ruim do juízo e doente do coração.
5 – Desapegue-se! Porque o amor é um sentimento livre. Um eterno querer bem. Um carinho incondicional. Quase um sentimento de devoção. Se vc “gosta” tanto de alguém, que prefere ele “morto” do que feliz com outra pessoa, escute: Isso não é amor! Simples ilusão disfarçando o egoísmo…
6 – Aprenda que ninguém irá te completar. Você já é completo! Mas quando um relacionamento é calcado no mais puro amor, muito do amado vive no amante, e muito do amante pra sempre viverá no amado. Quer milagre maior que esse?
7 – Melhor sozinho do que mal acompanhado! Sabedoria popular, mas o que têm de doutor e doutora que não consegue entender isso.
8 – Ponha o pé no chão e esqueça essa história de alma gêmea. Pare de enfeitar suas próprias desilusões com devaneios ditos espiritualistas. Encare a realidade de frente.
9 – A vida vai passando, com ele/a, ou sem ele/a. E a morte se aproximando…
10 – Por isso, vão viver a vida meus filhos! Quem sabe ela não está guardando um presente para vocês? Não existe mironga maior que essa!

Exu, Tu és o detentor da sabedoria



“Abram os olhos e enfrentem hoje as trevas que vivem em vós, para amanhã não se perderes nelas. Levanta-te e enfrenta a ti mesmo, pois o bem e o mal vivem dentro de cada um, e é destacado aquele que é alimentado" - diz o Guardião.

Ao passar na encruzilhada em noite de lua cheia, no silêncio da escuridão ouvi uma gargalhada: era um homem vestido de negro, tinha um tridente na mão e usava uma capa encarnada.

 Perguntei quem era, ele sorriu e falou: pra ti, meu nome é Exu, mas muitos me chamam de Fera.

 Sou guardião dos caminhos, carrasco dos perdidos, vivo no mundo dos mortos, mas caminho no meio dos vivos. Conheço o bem e o mal, ajudo quem pede,  se for de justiça. Puno a maldade, a vaidade e a cobiça. 


LAROYÊ, EXU!

Exu: O incompreendido


Muitos acreditam que nossos amigos Exus são Demônios, maus, ruins, perversos, que bebem sangue e se regosijam com as desgraças que podem provocar.

Assim, o que aconteceu foi uma associação indevida, maldosa, entre aos Demônios Judaico-Cristãos e os Exus Africanos, simplesmente por similaridades em relação a cores, moradas, manifestação de personalidade, etc. Isso com o tempo foi caindo no gosto popular, na psique de pessoas mentalmente e espiritualmente pertubadas e comesu a se construir "a visão real", de que Exu é o Demônio.

Muitos médiuns despreparados ou anímicos, ou pertubados mental e espiritualmente, recebiam Exus que diziam-se Demônios. Nessa onda de horror ou de terror, alguns autores Umbandistas do passado, por falta de conhecimento ou por ignorância, fizeram tabelas de "nomes cabalísticos dos diabos", associando esses nomes aos Exus de Umbanda, como: Exu Marabô ou diabo Put Satanaika, Exu Mangueira ou diabo Agalieraps, Exu-Mor ou diabo Belzebu, Exu Rei das Sete Encruzilhadas ou diabo Astaroth, Exu Tranca Ruas ou diabo Tarchimache, Exu Veludo ou diabo Sagathana, Exu Tiriri ou diabo Fleuruty, Exu dos Rios ou diabo Nesbiros e Exu Calunga ou diabo Syrach. Sob as ordens destes e comandando outros mais estão: Exu Ventania ou diabo Baechard, Exu Quebra Galho ou diabo Frismost, Exu das Sete Cruzes ou diabo Merifild, Exu Tronqueira ou diabo Clistheret, Exu das Sete Poeiras ou diabo Silcharde, Exu Gira Mundo ou diabo Segal, Exu das Matas ou diabo Hicpacth, Exu das Pedras ou diabo Humots, Exu dos Cemitérios ou diabo Frucissière, Exu Morcego ou diabo Guland, Exu das Sete Portas ou diabo Sugat, Exu da Pedra Negra ou diabo Claunech, Exu da Capa Preta ou diabo Musigin, Exu Marabá ou diabo Huictogaras, e o nosso Exu-Mulher, Exu Pombagira, simplesmente Pombagira ou diabo Klepoth. Mas há também os Exus que trabalham sob as ordens do orixá Omulu, o senhor dos cemitérios, e seus ajudantes Exu Caveira ou diabo Sergulath e Exu da Meia-Noite ou diabo Hael, cujos nomes mais conhecidos são Exu Tata Caveira (Proculo), Exu Brasa (Haristum) Exu Mirim (Serguth), Exu Pemba (Brulefer) e Exu Pagão ou diabo Bucons.

Comerciantes inescrupulosos ou, simplesmente, ignorântes, criaram imagens de Exus como diabos, cada vez mais estranhos e aterradores (cifres, rabos, partes de animais ...). construindo no imaginário de muitos médiuns e da população Brasileira, um esteriótipo de Exu = Diabo, Exu = Satanás, Exu = Coisa Ruim.

Hoje em dia as casas de Umbanda (centros, terreiros, tendas ...), pelos estudos, pelo conhecimento e pela orientação dos reais Exus, estão abolindo essas imagens e condenando seu uso. Assim como, recriminando médiuns e supostas entidades que se manifestam dessa maneira dentro dos Terreiros. Porém, o mal foi feito, o esteriótipo atingiu o psique das mentes mais fracas e, muitas vezes, vemos em certos canais de televisão que fazem programas religiosos, a invocação dessas aberrações e a indevida associação aos Exus de Umbanda. O que podemos dizer é que quem incoca a Deus, Deus o tem; quem invoca do Diabo, o diabo o tem.

Algumas correntes religiosos estão alimentando na população que participam de seus ritos, a visão de que a culpa para a masela de suas vidas são os Diabos, os Exus, que vêm babando, cam as mãos tortas, grunindo, gritando ( "vou levar, vou levar ... !!!"), todos tortos e formatados dentro de um psique moldado e caricato.

Essas religiões e/ou seitas, estão alimentando o medo, a ignorância, o preconceito, a discriminação e a ilusão de que a culto pela dor alheia é causado pela Umbanda e pelos seus guias, principalmente os Exus. Então fiquem sabendo que isso é mentira, é ilusão é ignorância.
Exu combate o mal, ele devolve o que mandam de ruim, é justo, tem eqüidade em suas decisões e em seus trabalhos. Ele não é, e nunca foi o diabo.

Exu, a mão esquerda do Criador


Exu na cada de Umbanda é a Lei de Deus manifestada.

Exu é a mão esquerda do Criador. O que isso significa?

É a própria Lei de Deus sendo imposta. Deus é o gerador, promotor de tudo que existe no Universo e nós temos a noção que Deus é pura bondade. Nós não podemos esquecer que toda essa bondade existe dentro de sua justiça, dentro de sua Lei. E quando Ele precisa aplicar sua Lei para que o caus não se instale nos indivíduos, nas familias, na humanidade, no universo, Ele vai ativar sua Lei.

Na nossa realidade, na Umbanda, no lado espiritual, quem transporta a Lei Divina, quem chega até nós para executar a Lei, aplicar a justiça, É EXU.

Por isso Exu é força, Exu é poder, Exu é proteção, Exu é justiça para o justo, Exu é lei para aquele que está ordenado.

O Exu pode ser o pior mensageiro, a figura do mal para aquele que é maldoso, para aquele que é cruel. Exu pode se aprensentar de uma forma cruel não para o outro, mas para o próprio individuo. Por que como justiça, Exu é neutro, apenas aplica aquilo que foi desencadeado do Criador até o individuo, por ordem do próprio individuo.

Todos aqueles que vão nos ditos terreiros de umbanda trás de todo tipo de trabalho negativo, esses já começam a desencadear uma cobrança da Lei Divina, porque este individuo está querendo promover o caus no universo, o caus na vida daquele que está sendo alvo - que já promove o que está em si mesmo o caus, o mal, as trevas - e ai, quem vai cobrar é Exu. Por isso que se tem a idéia que Exu faz, desfaz e cobra. E, se alguém desfizer um trabalho de Exu, o Exu volta com força dobrada para cobrar o individuo e esses individuos ficam escravos da ideia que toda hora tem que pagar pra Exu, e digo, que isso não são Exus, são os traficantes do astral, são as ganges, os marginais do astral, que nós denominamos de quiumbas, que se passam por Exu para poder iludir os maldosos.

Exu como a mão esquerda do Criador aplica as Leis Divina sobre todos nós.

Não se engane ao estar na frente de Exu, sua pele de cordeiro enganará Exu. Quando se está na frente de Exu, ele é o espelho que se reflete, o seu intimo, e quando exu diz as coisas para você e não gosta do que ele disse, exu manifesta o que você trás em si.

Exu não está preocupado em agradar nada e nem ninguém, porque ele é neutro no universo e ele só tem que fazer o que é certo.

Se você está compromissado em afastar o que não presta e o que é ruim em você e por conta disso trouxe companias ruim, o exu retira.

Porque assentar o Exu Guardião


Todos os que conhecem a Umbanda e os demais cultos afro brasileiros sabem que, antes de qualquer trabalho ser iniciado, é preciso ir até a tronqueira ou casa de Exu e firmá-lo, para que ele possa atuar por fora do espaço espiritual do templo (Tenda ou Ilê Axé), protegendo-o das investidas de hordas de espíritos “caídos” que estão atuando contra as pessoas que buscam auxílio espiritual e religioso que possa livrá-las dessas perseguições terríveis.

Para que um trabalho transcorra em paz, harmonia e equilíbrio, e para que os guias espirituais possam atuar em benefício das pessoas e trabalhar os seus problemas, é preciso que tronqueira esteja firmada, porque assim, ativada, ela é um portal para o vazio relativo regido pelo senhor Exu guardião ligado ao Orixá de frente do médium dirigente do templo.

Um Exu guardião é assentado na tron­queira, e vários outros são “firmados” dentro dela, sendo que estes estão ligados a outros senhores Exus guardiões de reinos e de domínios regidos por outros Orixás.

Os outros não podem ser assentados, senão dois vazios relativos se abrem “ao redor” do espaço espiritual “interno” do templo, e a ação de um interfere na do outro.
Um só Exu guardião é assentado, e todos os outros são só “firmados” na tronqueira, pois, se dois forem assentados na mesma, a ação de um interferirá na ação do outro vazio relativo aberto no “lado de fora” do templo.

Assentar o Exu e a Pombagira guardiã no mesmo cômodo ou “casa de esquerda” é aceitável, porque o campo de ação dele se abre no “lado de fora” e o campo dela abre-se para dentro do “lado de dentro” do templo, criando apolarização com o campo do Exu guardião.

• O campo do Exu guardião é o vazio relativo que se abre no lado de fora do espaço espiritual interno do templo.
• O campo da Pombagira guardiã é o “abismo” que se abre para “dentro”, a partir do espaço espiritual interno do templo.
• Esses dois Orixás são indispensáveis para o equilíbrio de um trabalho espiritual, porque um atua por fora e o outro atua por dentro do templo.
• Um se abre para fora, repetindo o mistério das realidades, e o outro se abre para dentro, repetindo o mistério das dimensões.
• Exu retira do “espa­ço infinito” tudo e todos que estiverem gerando desequilíbrio ou causando desarmonia.
• Pombagira recolhe ao âmago do espaço in­finito tudo e todos que o estiverem desarmoni­zan­do.
São duas formas pare­cidas de atuação, mas Exu retira, e Pombagira inte­rioriza.

Comparando o espaço infinito com um vulcão, Exu seria o ato de erup­ção, quando ele descarrega a intensa pressão interna. Já a ação de Pombagira, seria a das rachaduras internas , que a pressão abre dentro da crosta, nas quais correm e acumulam-se toneladas de lava vulcânica, que se acomodam e, lenta­mente, se resfriam e se cristalizam, gerando enormes acúmulos de minérios e cristais de rochas.

Exu e Pombagira são indispensáveis aos trabalhos espirituais, porque junto com os consulentes vêm todas as suas cargas energéticas e vibratórias negativas; suas cargas espirituais e elementais que sobrecarregam o espaço espiritual interno, que deve ter essas duas “válvulas” de escape funcionando em perfeita sintonia e sincronizadas com todo o trabalho que está sendo realizado pelos guias espirituais.

Se essas “válvulas” estiverem fun­cionando bem, o trabalho realizado não sobrecarregará os guias espirituais que trabalharam pelas pessoas. Porém se não funcionarem corretamente, eles terão que recolher todas as sobrecargas e irem descarregando-as lentamente nos pontos de forças da natureza, mas à custa de muitos esforços.

Portanto, com isso entendido, espe­ra­mos que os umbandistas entendam o porquê de terem que firmar seu Exu e sua Pombagira antes de abrirem seus trabalhos espirituais.

Exu e Pombagira geram muitos fato­res e executam muitas funções na Criação e, em algumas dessas funções, formam linhas de trabalhos espirituais.

Eles também formam pares. Em algumas oca­siões são complemen­ta­res; em outras, são opos­tos; em outras, são com­plementares e opostos ao mesmo tempo.
Só pelas suas funções aqui já descritas, tornam-se indispensáveis à paz, à harmonia e ao equilíbrio dos trabalhos espirituais realizados pelos médiuns umbandistas, tanto os realizados dentro dos centros quanto os realizados fora dele.

Afinal, não são poucos os médiuns que, movidos pela bondade, vão até a residência de pessoas com graves problemas ou demandas para ajudá-las e, por não tomarem a precaução de firmar Exu e Pombagira antes de trabalhar para elas, ao invés de ajudá-las realmente, só pegam cargas que irão desequilibrá-los também.

Para se fazer um bom trabalho na residência de alguém, assim que chegar, deve-se ir até o quintal, riscar um ponto de Exu, colocar um copo com pinga, firmar as velas nos seus pólos mágicos e invocar o Orixá Exu e o seu Exu guardião, pedindo-lhes que descarreguem todas as sobrecargas e recolham todas as demandas feitas contra os moradores da casa e até contra ela.
O mesmo deve ser feito com Pomba­gira para que, só então, o médium comece a trabalhar espiritualmente, porque, aí sim, todas as cargas e demandas terão por onde ser descarregadas. E mesmo as entidades negativas que tiverem de ser transportadas para que recolham suas projeções negativas virão de forma ordenada e equilibrada, não causando nenhum problema durante o trabalho.

Quando se vai com alguém na natureza para descarregá-lo, tanto o médium deve firmar suas forças em sua casa como deve, pelo menos, firmar Exu ou Pombagira no campo vibratório escolhido, para não ter contratempo algum durante o trabalho de descarr ego na natureza.
São medidas indispensáveis para que um bom trabalho seja realizado e tudo transcorra em paz.
Esperamos ter conseguido transmitir os fundamentos necessários para que o ato de “firmar” a esquerda não seja mal interpretado, e sim visto como indis­pen­sável para que bons trabalhos sempre sejam realizados, tanto em benefício próprio quanto dos nossos semelhantes.

Oração de Exu



Ó Exu, glorioso mensageiro do céu e da terra,

Protetor das almas encarnadas e desencarnadas

E guardião dos espíritos de luz;

Eu vos invoco humildemente, para que me ajudes

A pregar o amor, a verdade a justiça,

E a fazer a caridade.

Ilumine meu espírito com seu amor infinito

E sua bondade inesgotável, para que eu possa

Hoje e sempre ter a misericórdia da sua proteção,

E através dela concretizar e levar minha fé,

Vencendo toda a adversidade

E a feitiçaria dos homens da terra.

Alupô Exú !

Que Assim seja e Assim será !


Se você está com algum problema espiritual de difícil solução, e precisa de ajuda urgente, então peça ajuda à Exu, que é a Entidade que está sempre pronta à ajudar e a solucionar todos os problemas espirituais.

“ A maior caridade que um Umbandista pode fazer é divulgar sua doutrina para outras pessoas, e realmente praticar os ensinamentos que recebe”

Oração de São Jorge


Eu  andarei  vestido  e  armado, com as armas  de  São Jorge. Para  que  meus inimigos tendo  pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas  e  lanças  se  quebrem  sem  ao  meu corpo chegar, cordas  e correntes se quebrem sem ao meu corpo,  amarrar.        
São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor;  abre os meus caminhos.  ajuda-me  a  conseguir  um  bom emprego;   faze com  que   eu  seja  bem  quisto  por todos:    superiores,  colegas  e subordinados. que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre  presentes  no  meu  coração ,  no  meu lar e  no meu serviço;  vela por mim e pelos meus ,  protegendo-nos sempre ,  abrindo e iluminando os nossos caminhos , ajudando-nos também a  transmitirmos  paz, amor e harmonia a todos que nos cercam. Amém.

Karma na Magia


Karma coletivo; me mostraram que os poderes do Tribunal Karmico organiza um grupo para ter uma vida junto com alguma pessoa que eles querem ajudar, para que ela “pague”, aprenda, resgate mais facilmente seus erros.
Ou seja, pessoas que nem deveriam estar em determinadas situações, nascem nelas não porque precisam aprender algo delas, mas porque de alguma forma estão ajudando algum cretino/a a aprender mais facilmente e viver melhor.
O Tribunal é totalmente arbitrário na realização dos planos de Vida para vida das pessoas.
Os planos são feitos para 2 encarnações adiante, porque o Tribunal decide como será a vida desse pequeno grupo em decorrência da vida de seu protegido.
Estas pessoas (as desse grupo) demoram mais tempo em evoluir porque não estão aprendendo o que precisam para isso, mas simplesmente servindo ao propósitos de outros.
Por isso muitas vezes ao consultar oráculos de vidas passadas e as lições não aprendendidas, e o que realmente nossa alma anseia, vemos que não estávamos no caminho correto; mas não estávamos no nosso caminho porque o Tribunal determinou outro plano, outro destino para nós, somente para beneficiar a um de seus protegidos.
O que fazer então?
A 1º coisa é o auto-conhecimento; saber o que somos a través de nossas capacidades e partir desse ponto para ter certeza de que estamos vivendo a nossa “lenda pessoal” e não a de outra pessoa.

- Trabalho no que desejo?
- O que gostaria realmente de fazer para ganhar o meu sustento?
Tem surgido alguns livros e textos sobre descobrir o nosso propósito nesta vida para que possamos nos dirigir a ele e trabalhar nessa área, pois somente assim seremos prósperos e felizes.
Escrevo tudo isto porque coincide com os ensinamentos dos meus Maestros Espirituais: nossa felicidade e nossa riqueza caminham juntos, tornando-nos um Ser pleno somente quando vamos em direção ao nosso propósito existencial.
Também podemos nos ajudar e ajudar a todos deixando de “cultuar” e render homenagem à Justiça Superior que é quem rege o Tribunal do Karma.
Existe outra Justiça que está acima do Tirbunal do Karma e a qual podemos e devemos nos acostumar a recorrer quando nos sentimos injustiçados de alguma forma.
Esta Justiça considera cada caso um caso, cada pessoa uma pessoa, e considera as atenuantes de cada situação, não importando o erro ou atrocidade que a pessoa tenha cometido.
Ela está acima do Tribunal do Karma e a qual podemos e devemos nos acostumar a recorrer quando nos sentimos injustiçados de alguma forma.

Esta Justiça considera cada caso um caso, cada pessoa uma pessoa, e considera as atenuantes de cada situação, não importando o erro ou atrocidade que a pessoa tenha cometido.

Ela se chama:
“A Estrita Justiça Espiritual, Objetiva e Concreta”
1- Ela corrige as coisas e apaga o erro, principalmente quando ele é cometido
por ignorância.
2- Ela não comete erros.
3- Ela é controlada pelas Sombras.

Eu estive nos dois tribunais; o da Justiça Superior -a Injustiça Celeste, como eu chamo- é lá tem um enorme estrado para os “juízes”, que é parecido como as salas de tribunais na terra, só que tem muitos juízes e não somente um.


O estrado é muito alto, nossa cabeça chega onde começa a parte de baixo do estrado, então temos de olhar para cima de forma bem incomoda.

Eu não fui chamada lá, Ratziel me levou, eu “bati e a porta se abriu”; eles ficaram surpresos de me ver alí; o ambiente era maiormente em azul índigo e dourado, e tinha muitos estandartes que não sei o que significavam os símbolos.

Todos os juízes eram homens, não tinha nenhuma mulher; o resto da sala era como nos tribunais da terra, bancos e pessoas sentadas esperando e olhando como o tribunal julgava seus atos e determinava seus planos de vida, sem a participação delas.

O outro Tribunal, o da Estrita Justiça Espiritual, Objetiva e Concreta era também como um tribunal terrestre, nas mesmas cores que aqui, mas com uma difusa luz cinza.

Não havia ninguém lá; eu cheguei com Ratziel e ele me pediu silencio, era somente para eu ver e ouvir.

Estava lá a pessoa que foi buscar justiça, não sei o que havia feito, mas pelo jeito era bem ruim; não havia mais ninguém na sala a não ser o fiscal de acusação.

Eu pensei, nossa! o cara ta perdido sem advogado de defesa; não havia nem juiz ali! O fiscal então começou a descrever o que o cara tinha feito e ao invés de atacar ele começou a expor os motivos que o tinham levado a cometer aquele ato.
Suas palavras pareciam mais de consolo que com a descrição de um crime: “sim você fez…mas acontece que… então por isso sua atitude foi… Você não pode se conter devido a que… (e coisas do estilo) Agora precisa repensar sua vida e as coisas que você fez, mas não pode abrigar a culpa em seu coração, porque o Criador está com você permanentemente, somente esperando que você o escute, que o sinta e permita Ele lhe ajuda em sua jornada de evolução”.

Pairava no ar um Amor tão grande, que toda a culpa e o sofrimento se desfazia naquela maravilhosa energia, que pelo que pude sentir vinha do lugar do Juiz, que na realidade sería o lugar do Criador, mas ele não estava ali e sim em toda a sala, em todo lugar.

E foi entre os dois (entre o fiscal e o cara) que determinaram o que seria melhor que acontecesse com ele que foi alí para ser “julgado”.

Não havia acusador, mas alguém que ajudava a fazer uma revisão, de forma que a pessoa entendesse os motivos pelos quais tinha agido desta ou daquela forma, e como agir no futuro; realmente o estava ajudando a evoluir.

Como podem ver, temos de aprender a não “cultuar” a chamada Justiça Superior, mas sim apelar à Estrita Justiça Espiritual, Objetiva e Concreta.

Celtas - Magia, espiritualidade e sabedoria


A cultura celta se difundiu pela Europa e, na atualidade, é tida como referência no mundo mágico e espiritual. Em entrevista exclusiva, Ana Elizabeth Cavalcanti da Costa fala sobre a magia e a sabedoria do povo celta.

Os povos celtas estiveram espalhados por quase todo o continente europeu. Não formaram um império, nem possuíam um governo centralizado. Não... tinham um sistema de escrita e, portanto, a precisão cronológica sobre seu surgimento se baseia em escavações e em muitas pesquisas, datando de 1800 a 1500 a.C., na Europa Central e Ocidental. Viviam em tribos e, apesar de não possuírem uma etnia homogênea, a língua e a religião representavam o elo entre eles. Sua cultura é repleta de magia, espiritualidade e culto à natureza. Acreditavam que as palavras registradas graficamente comprometiam a realidade e a energia dos fatos, podendo criar interpretações incorretas da verdade. Para os celtas, o mundo estava em constante transformação, noção baseada na experiência de observação e de adoração da natureza; o importante é o presente, o momento, a harmonia e a saúde do corpo e do espírito. 


Para falar sobre druidismo, a magia e a espiritualidade dos povos celtas, entrevistamos Ana Elisabeth Cavalcanti da Costa, autora de Sabedoria e Magia dos Celtas – Princípios do Druidismo, seu sétimo livro publicado pela Berkana Editora (dos demais: Runas, O Caminho da Vida; Bruxas de Verdade; Bruxas, Amor e Magia; Conselhos das Bruxas; Oráculo das Bruxas; Tarot Sem Mistério), Ana Elizabeth se formou em História e Estudos Sociais e há anos vem pesquisando as religiões e a magia dentro dos ciclos da humanidade. Diz que foi atraída para a cultura celta pelo fato de que quando se fala em magia, principalmente no mundo ocidental, sempre existem referências a esses povos. Então, teve a idéia de escrever um livro com embasamento histórico e que contivesse as práticas e rituais de magia desse povo. 


Fala-se muito a respeito da origem dos celtas, mas quase sempre com algumas contradições. Qual é, na verdade, a origem do povo celta! De onde eles vieram e onde se estabeleceram!. Os celtas estiveram presentes em praticamente todo o continente europeu, que possui fragmentos de sua cultura. O seu habitat inicial era o sudoeste da Alemanha, Europa ocidental e central. Com o domínio da agricultura, tecnologia na cerâmica e no bronze, ao longo de séculos, eles invadiram França, Espanha, Tchecoslováquia, sula da Alemanha, Áustria e Grã-Bretanha. A sua história se estendeu por cerca de dois mil anos (de 1800 aC até o final do século 1 dC). A partir de 660 aC, invadiram a Península Ibérica e, até metade do século 2 aC, expandiram para Ucrânia, Grécia, Ásia Menor, Gália e grande parte da Itália. Quando se fala dos povos celtas, não se fala de um império celta, porque eles viviam em tribos independentes; o poder era dado ao rei, escolhido pelo grupo, e que cuidava do bem-estar da sua comunidade. Quando uma tribo atingia um número determinado de habitantes, ela se dividia. Uma parte para outro lugar a fim de organizar uma nova aldeia, seguindo o sinal que era fornecido pelas aves totêmicas, até chegarem às novas terras.


 Eles eram organizados política e socialmente em tribos independentes que, ao longo dos anos, foram se espalhando pela Europa. Não são considerados um povo com etnia homogênea, as possuíam a mesma língua e religião, que servia como um elo entre os membros das diversas tribos, dando-lhes a característica de “celta”. Qual o papel da magia na sociedade celta ! Como a magia surgiu e se desenvolveu na sociedade celta ! 


Acredito que tudo foi se desenvolvendo de uma forma espontânea. Historicamente, foi através da observação da natureza que o homem criou a religião, passou a crer e a confiar em deuses, em energias superiores que pudessem protege-los em situações nas quais se sentia impotente. O cotidiano celta era repleto de uma magia natural, que acontecia através da forma com que observavam o mundo. Para os celtas, os mundos físico e espiritual eram um único mundo; não havia separação entre o natural e o sobrenatural. Eles enalteciam o universo natural, reconheciam seu valor na sua energia. A sua mitologia e religião estavam centraliza, representando o amor, a morte, a sexualidade e a fertilidade. 


O celta percebia que todo homem pertence à grande teia da natureza, e que a vida é uma sucessão de novas experiências e descobertas. Alguns lugares eram considerados sagrados por possuírem uma energia especial, da mesma forma que algumas épocas do ano (estações) eram festejadas com os famosos sabás. Pode-se dizer que a magia sempre esteve presente no cotidiano celta e podia ser praticada por qualquer um, apesar da existência dos druidas, sacerdotes organizados num clero. Alguns autores e pesquisadores se referem à sociedade celta como matriarcal; outros não concordam com esse ponto de vista. 


O que você pensa a esse respeito ! Acredito que talvez o melhor termo a ser empregado é a de que a sociedade celta era semipatriarcal. Você pode achar estranho o termo, mas não é. Perceba que o povo era dividido em tribos que tinham o seu rei, o seu druida, e que esse povo tinha suas crenças religiosas ligadas à natureza, à Mãe Terra. Para o celta, a mulher era especial, e muito, porque era associada à Mãe Terra. As mulheres eram vistas como aspectos vivos da criação, porque vivenciavam todos os meses com o ciclo menstrual, o processo da vida, morte e renascimento, além do poder de gerar vidas. Vou dar um exemplo: Dergflaith era um dos nomes célticos dado à menstruação, e significava “soberania vermelha”. O vermelho representava soberania, poder, vida. Pense então nos mantos vermelhos dos reis. 


A menstruação tinha conotação de sagrado, porque acreditavam que a mulher se tornava ancorada e enraizada nesse período. Nos períodos de menstruação, as mulheres se isolavam numa cabana ou se dirigiam à floresta, compartilhavam sobre os problemas da tribo. Outro ponto que pode ilustrar o poder feminino se refere ao ritual religioso e mágico hieròs-gámos (casamento sagrado), no qual uma mulher que tinha o poder mágico representava a Deusa e concedia aos reis e heróis grandes poderes. Dentro da sociedade celta, a mulher dominava a religião. Podia ser uma guerreira e podia escolher o seu parceiro. 


Quando ela se casava, trazia para o casamento seus bens, e se eles fossem superiores aos do marido, ela se tornava chefe do casal. Há ainda uma coisa importante para se dizer com relação a concepção de união eterna e fidelidade, nem de traição. No casamento, previlegiava-se o amor, ao mesmo tempo em que o casamento era visto como um contrato que poderia ser rompido, pois existia o divórcio. São concepções interessantes para uma época tão distante porque, na verdade, a mulher celta era tudo o que a mulher de hoje “briga” muito por ser. Como os celtas se relacionam com os elementos da natureza ! É uma religião xamãnica! A primeira grande lição que os celtas nos dão é a da observação e do respeito pela natureza. Levavam sempre em consideração a Roda do Ano (estações), os elementos da natureza, os pontos cardeais, o Sol, a Lua, e valorizavam a energia de tudo o que os rodeava. Eles reconheciam a energia dos elementos da natureza. 


A terra, o ar, o fogo, e a água são representações e formas diferentes de energia, e a partir desses elementos todas as coisas são formadas. É o que chamamos de energia elemental, seres do mundo espiritual cuja tarefa é dirigir o poder divino para as formas da natureza. As pedras, por exemplo, eram consideradas como as energias espirituais mais antigas da Terra, e guardavam ensinamentos profundos, que eram revelados quando eram reverenciadas. Toda a Bretanha, Irlanda e Grã-Bretanha possuem pedras verticais espalhadas por diversas regiões, com tamanhos diversos. Os celtas se relacionavam com os elementos e com os seres elementais em seu cotidiano e em rituais de magia. 


A própria mitologia celta nos dá provas disso quando relata histórias nas quais os heróis se perdem no Outro Mundo, repleto de seres elementais. A religião celta possui algumas características xamãnicas, pois estava sempre em contato com a natureza e os seus espíritos. Para eles, por exemplo, os animais possuem dons especiais para a cura e sempre nos dão grandes lições de vida. Animais totêmicos representavam a tribo e serviam como proteção.


 O ogham, alfabeto celta utilizado pelos druidas, é conhecido como alfabeto da árvore, no qual cada letra representa uma árvore com energia e características específicas. Os druidas, como os xamãs, recebiam revelações por sua interação com o Outro Mundo, praticavam a adivinhação e faziam o uso do tambor, da dança e do cogumelo amanita buscaria em seus rituais. Qual a relação entre o druidismo e a religião celta em geral com a Wicca, se é que ela existe ! Existe uma forte relação. Podemos dizer que as raízes da Wicca estão na antiga religião celta e, por conseqüência, no druidismo. Sua essência básica é centrada na Grande Mãe, a figura do Divino Feminino, mas a tradição Wicca possui uma grande carga de elementos que não faziam parte da religião celta. Esses elementos vêm da Magia Ritual, Cabala, tradições da maçonaria e até mesmo da Golden Dawn. 


Existem boatos de que Crowley, famoso ocultista do século 20, teria “encomendado” ao seu amigo Gardner a criação da Wicca para popularizar a religião Thelêmica, e sabemos que foi através das obras de Gardner que o paganismo foi ressuscitado. O pentagrama, por exemplo, surge como símbolo de paganismo moderno, e não é um símbolo de origem celta. Ele era usado na Mesopotâmia por volta de 3.500 a.C. e, através da cultura judaica da cabala, acabou fazendo parte dos rituais da tradição Wicca. Outro exemplo que posso citar é o uso do athame ou punhal nos rituais wiccanos, como canalizadores de energia, fato desconhecido na religião celta. Para o celta, a religião e a magia eram algo muito natural, fazia parte do seu cotidiano.


 A Wicca, embora tenha raízes celtas, é muito ritualística, especialmente hoje em dia. Em muitos segmentos wiccanos, percebe-se atualmente, como em outras religiões, um apego muito grande aos rituais e até mesmo um certo grau de fanatismo, e isso não é saudável em nenhuma crença. O ideal é fazer dos ensinamentos uma base para se ter uma vida saudável e feliz. Como esses conhecimentos antigos da espiritualidade dos celtas se relacionam com a sociedade atual ! Em que e de que forma eles podem nos ajudar ! Em todos os conceitos celtas encontramos grande lições que podem nos auxiliar a viver melhor. 


Um de seus mais sábios conceitos é o de que o tempo está e estará a nosso favor, no oferecendo oportunidades que, muitas vezes, devem ser compreendidas em alguns segundos, mas que podem transformar qualquer coisa. A filosofia de vida celta era muito simples: observar as grandes lições da Mãe Natureza, o que é uma grande dificuldade para o homem moderno. Para eles, a vida era um eterno movimento cíclico de transformação permanente: nascemos, crescemos, morremos e renascemos. Há o momento certo para cada coisa: arar a terra, semear, colher. As estações do ano são a prova da Natureza de que sempre, após um inverno rigoroso, há a chegada da primavera. Eles nos mostram que é preciso aprender a perder para ganhar depois. Cada problema ou situação difícil, cada “doença” contém uma bênção para a cura e liberdade. 


Os celtas acreditavam que podemos, com responsabilidade e respeito, acionar os planos superiores, o Outro Mundo. Para, eles, o Outro Mundo, com sua graça de mistérios, está em nosso interior. Toda pessoa possui dentro de si uma chama, uma fogueira tranqüila, uma alma. É preciso perceber a sua alma, realizar uma ligação com a sua chama interior, mostrando que é preciso estar sempre ligado à sua própria essência. Outra coisa muito bonita e importante nos ensinamentos celtas é o valor que eles davam à amizade, coisa rara nas sociedades modernas em que as pessoas sempre se esquivam das outras, por medo de serem “sugadas”. Para esse povo, uma amizade ultrapassava qualquer fronteira, qualquer plano. Existe a expressão gaélica que retrata muito o valor que davam à amizade, anam cara (amigo da alma), que O’Donohue retratou de uma forma encantadora em sua obra. 


O conceito de amizade deu aos celtas a idéia de companherismo, solidariedade, fidelidade, amizade profunda e especial. Além de seus conceitos sobre a vida, o universo mágico celta pode nos auxiliar a adquirir mais equilíbrio, tranqüilidade, vigor, prosperidade, coragem, amor em nosso dia-a-dia, através de suas antigas práticas de magia com elementos da natureza. A natureza está aí: é só acionar a sua energia. 


O caminho da espiritualidade ou religiosidade celta pode ser seguido, hoje em dia, individualmente, ou ele necessita um mestre, um facilitador ! A espiritualidade e sua religiosidade podem ser seguidos por qualquer um. Existe muita gente com “espírito celta”, e nem sabe disso. São aquelas pessoas que respeitam a natureza, compreendem os processos e ciclos da vida e possuem amigos. Eu acredito que aquele que se interessar por sua religião, rituais e práticas de magia podem faze-lo sem medo, porque estará fazendo algo com boas intenções. O interessante é tentar fazer da magia algo natural em sua vida, da mesma forma que os celtas a viviam. 


Concordo com Scott Cunnigham, que afirmou que as práticas de magia podem ser vivenciadas de forma solitária e individual. Hoje, existem muitas formas de se obter informações sobre as práticas de rituais de diversas tradições. Cada um deve saber escolher o seu caminho. Alguns podem trilha-lo solitariamente, outros podem ter um mestre ou um facilitador. Entretanto, acho importante dizer que mesmo que você queira ter um mestre, é preciso procurar pelo conhecimento também em outras fontes. Eu recebo muita correspondência de gente jovem me fazendo sempre muitas perguntas sobre magia e rituais. Eu aconselho àqueles que tem curiosidade e gostam do tema, que procurem ler e se informar muito antes de participar de qualquer grupo.  

Extraído da revista Sexto Sentido 44; 34-39
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