quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Os Dragões / Porque tanta maldade? (Preto-Velho Pai João de aruanda)



Os dragões, meus filhos — principiou o pai-veIho —, são um grupo de espíritos advindos de outros orbes, reencarnados em tempos longínquos, na Atlântida e Lemúria. Sua estranha ética não pode ser avaliada mediante os valores das religiões da Terra, pois sua história é anterior à história das civilizações terrestres. Tentam impedir o progresso da humanidade a qualquer preço, pois sabem que estão fadados a um novo degredo para mundos ainda inferiores. Suas maquinações ocupam-se mais do campo geopolítico e estratégico em âmbito internacional; interessam-se, sobretudo, pelas idéias e instituições de referência mundial, ao invés de enfocar pessoas ou instituições religiosas. Procuram impedir tudo e todos que contribuem para o avanço da moral, do progresso e do bem. Não se manifestam nas reuniões mediúnicas atualmente realizadas nos movimentos espiritualistas, pois ainda os irmãos encarnados não estão preparados para enfrentar espiritualmente e tecnicamente esses seres de mais baixa vibração e mais alta periculosidade.

Talvez devido à presença de Pai João de Aruanda, comportávamo-nos agora como os mais corajosos dos imortais. Aguardávamos atentos aquilo que o representante dos dragões faria, naquele desolado mundo, ou então, que retornasse para onde viera, possivelmente levando após si a escuridão, o miasma t a maldade que irradiava de sua aura. Mas era uma maldade diferente da que se vê nos homens; era de uma natureza que nem nós mesmos poderíamos compreender. Era algo simplesmente cósmico, que existia numa dimensão transcendente, atemorizante.



PORQUE DE TANTA MALDADE??


Os dragões, por outro lado, dispõem de uma energia mental ainda desconhecida pelos humanos encarnados. Com essa energia, somada a vontade e disciplina férreas, colocam-se ao abrigo dessas radiações, emitidas pelos elementos pressurizados e altamente radioativos desta região, no interior da Terra. Embora todo o esforço por parte dos dragões, não podem evitar a deformação gradual de seu perispírito, devida preponderante, mas não exclusivamente, ao adiamento milenar do processo reencarnatório."

Um senso de profundo respeito nos dominou a todos, principalmente a mim e ao médium Raul, assim que miramos um espírito verdadeiramente milenar, talvez — quem sabe? — representante de um mundo perdido na amplidão, agrilhoado, jungido ao planeta, em suas dimensões mais sombrias, tão sombrias que eram relativamente mais densas do que o umbral conhecido pelos estudiosos espíritas.

Era um dos legendários dragões, remanescentes de um evento cósmico, catastrófico.

Continuando com sua fala, nosso guia espiritual, Pai João, trouxe mais uma contribuição:

— Esses espíritos da falange dos dragões geralmente estão impregnados de um sentimento de culpa muito forte. São seres revoltados por terem sido banidos de seus mundos de origem; enfurecidos por saber que tudo progride e que não haverá lugar para eles na Terra, pois serão em breve degredados para outros orbes. Urna vez que repelem com veemência a reencarnação, adiando-a indefinidamente, se ressentem da força da gravidade terrestre, que ocasiona um fenômeno de atração das células astrais de seus corpos, em direção ao núcleo planetário. Sem mencionar o natural arrastamento para o útero materno, a que seus corpos espirituais estão sujeitos, força contra a qual devem opor resistência incessante, a fim de manterem-se onde estão. Como rechaçam essa oportunidade há longo tempo, não há mais, para eles, condições de renascer aqui, no planeta Terra, porque se distanciaram enormemente do contexto histórico-cultural e em vista da infestação que acomete seu organismo, irremediável, considerando- se os recursos terrenos. Sendo assim, aguardam inquietos, profundamente infelizes e inconformados, o momento irredutível do expatriamento sideral.

Fonte: Livro: Legião - Robson Pinheiro - Cap.: 9
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