sábado, 3 de março de 2012

Obsessão: As novas técnicas das Trevas e as formas de combatê-las (Parte II)



Raríssimos são os casos de obsessão que transformam os obsediados em “robôs”, na maioria das vezes é uma ação invasiva sim, mas que em boa parte ocorre e se mantém pela própria invigilância do obsediado. A ação desses seres que roubam energia dos encarnados é semelhante a dos ladrões encarnados que roubam dinheiro de outras pessoas, são igualmente “fichados” e julgados pela justiça superior, inclusive os magos negros e asseclas que servem de instrumento para a realização de certos resgates kármicos.

Além disso, as equipes espirituais assim como os guardiões (ou exús na Umbanda) que constituem uma verdadeira polícia do astral, agem da forma que é possível, inclusive encaminhando as pessoas necessitadas de ajuda para locais no mundo todo, onde apesar de não existir muitos centros espíritas ou espiritualistas a pessoa possa ser ajuda.

Aliás, a ajuda principal que uma pessoa pode receber é o esclarecimento de como buscar seu equilíbrio emocional, pois é o sincero despertar dessa vontade, de manter-se equilibrado, buscando hábitos saudáveis e muitas vezes simples, que garantem um poderoso antídoto, assim como uma profilaxia em relação as obsessões.

Os caminhos para buscar o esclarecimento sobre a espiritualidade estão disponíveis nas mais diversas formas em várias partes do mundo, sobretudo na forma como devemos agir em relação ao nosso próximo. Existe o Seicho no ie, tem o Budismo e outras dezenas de doutrinas que exaltam o amor e a espiritualidade, no entanto a maioria dos homens quando encarna prefere esquecer os compromissos que assumiram antes de encarnar e se emaranhar nas teias do materialismo e em todo tipo de desvio que os afaste de uma vida mais espiritualizada.

Não precisa ser espírita e muito menos médium com grandes potencialidades pra viver a espiritualidade, cultivar a paz de espírito, a alegria, a serenidade, a simplicidade e a vontade de ajudar as pessoas de forma desinteressada, sem esperar reconhecimento,glórias ou aplausos.

O segredo está em cultivar bons hábitos, hábitos simples.

Todas as culturas do mundo ensinam o valor da oração, da meditação, do jejum, do amor, da paz, mas quantos não preferem buscar caminhos contrários a esses?

Os chips e artefatos tecnológicos como bem informa o texto do Róbson, na sua maioria não são tão enraizados como esses casos Pra cada milícia ou grupo de espíritos falidos a serviço das milícias umbralinas dentro dos barzinhos e inferninhos existe um contingente de espíritos amigos pronto para intervir, mas como impedir se ninguém obrigou os “pobres” encarnados a buscar tais locais com as próprias pernas?

Quantas pessoas preferem cultivar o hábito de ligar para amigos ou parentes para reclamar da vida ou falar mal de outras pessoas, gerando assim cada vez mais lixo emocional e despejando no primeiro coitado que vê pela frente (quando não o faz num centro ou numa sessão de psicanálise) ao invés de buscar a troca saudável de elevadas idéias, com alegria, admiração pelas pequenas e grandes belezas da vida. Quantos que sinceramente buscam produzir menos lixo emocional (vibrações desequilibradas)? Quantos que sinceramente sabem se livrar do próprio lixo emocional sem atingir outras pessoas? Poucos, muito poucos, pois são exatamente os muitos que não cuidam da própria higiene emocional que abastecem o vasto tanque de lixo das trevas com formas pensamento desequilibradas, vibrações lascivas de todo o tipo, maledicências sem fim e ainda achavam que não teriam milhares de “lixeiros” sedentos por esse “precioso” material?

A vida é colorida mas parece que boa parte da  humanidade prefere criar um breu ao redor,  um breu fedorento diga-se de passagem, onde tudo é estafante, onde nada é suficiente, onde tudo é fugaz.

A própria humanidade criou a situação atual e se, infelizmente, ela prefere esquecer cada vez mais do próprio livre arbítrio, da própria vontade em buscar o espiritual ao invés da busca exclusiva pelos prazeres da materialidade, então cada vez mais ela terá que sentir o terrível aguilhão do despertar pela dor, pois o tempo da Terra de expiação está com os dias contados e as areias descem céleres pela ampulheta do destino.

Só assim quem sabe ela desperte pela dor a vontade da mudança moral que não conseguiu pelas inúmeras oportunidades. Muitas vezes é na inquietação, na tensão que saímos do estado de letargia e tomamos as rédeas do nosso próprio querer, domando os “cavalos” do instinto e expulsando pra fora da “charrete” os visitantes espirituais indesejados que nos sugam as energias e descontrolam os “cavalos”, mas pra isso é preciso querer, querer com vontade firme mudar e melhorar, buscar sinceramente a espiritualidade, num caminho que muitas vezes é uma estrada cheia de pedras, onde se exige trabalho e disciplina na própria reforma emocional, pois é isso que somos, seres emocionais e não robôs a serviço de outrem, mas enquanto agirmos como animais desembestados pelo caminho ou máquinas letárgicas condicionadas a velhos hábitos, não haverá Cristo que nos tire , pois ele espera o mínimo de vontade dos seus irmãos menores, sempre com a mão esticada mas para que levantemos e andemos e não para nos levar no próprio colo.       

Citei o exemplo dos cavalos como sendo o instinto. O instinto é controlado pelo intelecto, alem de ser o arquivo inconsciente de todas as ações que definem a personalidade integral do espírito e afetam tanto a razão (intelecto) como a emoção (sentimento), sendo essa tríade a inteligência, a mente inferior, que ligado a mente superior forma a consciência, o ser espiritual individualizado.


O ser humano por natureza é condicionado a hábitos, é quando seu intelecto (razão) decide seguir ou praticar determinada ação e essa ação acaba por se tornar um padrão, um hábito, ele ja realiza aquilo muito mais pelo hábito do que pela razão, sendo necessária uma ação firme sobre o intelecto para que mude o padrão pré estabelecido, que diga-se de passagem foi escolha da própria pessoa.

O que as obsessões por chips ou aparelhos eletrônicos fazem é justamente aproveitar as brechas em determinadas situações, de escolhas equivocadas que as pessoas fazem, para instalar aparelhos que estimulem padrões ou hábitos negativos, pois essa "ciência" já sabe que o ser humano é por natureza condicionado a hábitos.

O que torna difícil alguns casos em especial nas desobsessões é estimular que a razão, aliada a vontade (que por sua vez esta muito ligada a emoção, ao sentimento) quebre o ciclo vicioso criado pela própria pessoa (o habito negativo) e potencializado pela ação obsessiva mais complexos, são apenas formas mais simples e eficazes de potencializar o próprio desequilíbrio criado pelo encarnado, que aceita e se compromete a diversas provas antes de encarnar mas que muitas vezes acaba não tendo a vontade necessária para superar e reformar as más inclinações que cultiva ao longo da vida, ou melhor dizendo, das vidas.

Para cada possível obsessor, existe um anjo da guarda ou espírito amigo pronto pra guiar seu protegido.


FONTE: José Alencastro

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